7 de ago de 2007

O que é GIDE?

Gestão Integrada da Escola (GIDE): uma nova visão sobre gestão escolar


O estado do Ceará tem vivido nos últimos 10 anos , no campo da gestão escolar, profundas reformas que tem chamado atenção de observadores nacionais e internacionais. Essa situação advém de três fatores que, associados, conseguiram promover impacto substantivo no sistema educacional: a vontade política dos dirigentes locais, o aparato legal decorrente da nova LDB e os avanços no campo da competência técnica, alcançados em decorrência da qualificação de recursos humanos para atuar no sistema educacional.


Com o advento da eleição de diretores escolares em 1995, conforme preconiza a Lei Nº 12.442 de 8/5/95 (revogada pela lei Nº 13.513 de 19/7/04 ) tornou-se imprescindível que as escolas passassem a ter um Plano de Gestão, num primeiro momento, se baseou no Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE), uma iniciativa do Fundescola/MEC que foi assumido palas escolas, especialmente as do Nordeste do Brasil. No caso do ceará, um dos beneficiários do Programa Fundescola, o PDE adquiriu uma conotação de exigência.


Ao Plano de Gestão que o processo de escolha de Diretores induziu, associou-se o Projeto Político Pedagógico (PPP), exigência prevista na própria LDB de 1996. A partir de 2001, a SEDUC inicia uma experiência em algumas unidades escolares utilizando ferramentas de gestão para resultados, em parceria com o Instituto de desenvolvimento Gerencial (INDG) e a Fundação Brava, conhecido como Programa de Modernização e Melhoria da Educação Básica (PMMEB)


Um estudo dos três instrumentos de planejamento e acompanhamento trabalhados nas escolas da rede pública do estado do ceará (PPP, PDE e Plano de Ação-PMMEB) mostrou que os mesmos apresentavam vários pontos de convergência. Quando a unidade escolar era solicitada a se envolver na elaboração e produção desses três documentos, o tempo dedicado ao planejamento passou a ser muito maior que o necessário, muitas vezes comprometendo a execução das ações planejadas em um ou outro deles.


A tentativa de construir um único instrumental de gestão escolar implicou num trabalho de análise de cada um dos instrumentais, que contou com a colaboração de especialistas e discussões onde foram ouvidos sujeitos, desde aqueles que lidam diretamente com os instrumentais no ambiente escolar até os que os conceberam.

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